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Postado Por : LUCIANO SILVA 17 de dez de 2015


O fracasso (Continuação 03)

 Dedicou-se ao trabalho e logo foi reconhecido, tornou-se subgerente da livraria e passou a ganhar mais. Amado começou a economizar o dinheiro que recebia, juntou parte de seu salário, de férias, de décimo terceiro e conseguiu subir mais um degrau na carreira. Em 1970, abriu sua primeira loja de discos, a RC7 - nome dado em homenagem à banda de Roberto Carlos, seu ídolo.

Aquele rapaz sonhador tinha uma visão empreendedora apurada: para montar sua loja, alugou um espaço na estação rodoviária do bairro Cidade Jardim, ponto estratégico e de muito movimento em Goiânia.

 Mesmo com dificuldades, Amado locou e espaço, montou prateleiras, comprou a prestações alguns discos e um aparelho de som.

 Amado não sabia o que fazer, pois menor de idade não podia abrir empresa e ele tinha apenas 18 anos. Foi então que surgiu a ideia de registrar o estabelecimento em nome de seu irmão Paulo. Com tudo legalizado, era hora de trabalhar.

 Como ainda não tinha certeza de que conseguiria sobreviver apenas com sua loja de discos, Amado continuou a trabalhar na Oió, enquanto Paulo cuidava da RC7. A rotina ficou corrida, de segunda a sexta feira, sua vida era livraria, nos fins de semana, era a loja.

 - Final de semana eu comprava os discos que estavam faltando e ia pra lá. Paulo tirava o dia de folga e eu ficava sábado e domingo na RC7. Eu nunca tinha folga.

 A semana ficou pequena para tanto trabalho. Quando chegava segunda-feira, Amado acordava cedo e, com o dinheiro que conseguia ganhar no sábado e no domingo, comprava mais discos para abastecer sua loja, levava os produtos para seu irmão Paulo e saía correndo para trabalhar na livraria.

 Durante aquele ano inteiro, essa foi sua rotina.

 Tempo? Só para trabalhar.

 No fim do ano, a loja estava lotada de discos e não dava para continuar naquele aperto. Amado decidiu então alugar outro espaço - maior - na mesma rodoviária. Transferiu todas as coisas da loja para o novo local, contratou uma pessoa para ficar no caixa e três balconistas. Logo o seu negócio começou a expandir. Seu empreendedorismo transformou a modesta loja em "uma empresa de verdade" e, depois de dois anos, em 1972, Amado saiu da livraria para cuidar apenas da RC7. Conseguiu ganhar muito dinheiro e montar outra loja em Inhumas, interior de Goiás. Paulo foi transferido e passou a trabalhar em Inhumas.

 Tamanho foi o progresso, que Amado Batista montou mais duas lojas de discos. Ele alugou uma loja na rua Benjamin Constant e outra na avenida Anhanguera, a via mais longa de Goiânia e as batizou com o mesmo nome das outras lojas.

 Continuaremos a publica esse destaque o fracasso de Amado Batista. Continua...



Essa é bem antiga dos arquivos - Reginaldo Sodré - Amado Batista e Otávio Basso Ex-Maestro




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